Quincy Jones: lições do maior produtor musical da história

Se existe uma pessoa que podemos afirmar que realmente entende de música, essa pessoa é o produtor, maestro, empresário, arranjador, compositor e trompetista Quincy Jones. Ele é o nome por trás dos discos de maior vendagem na história da indústria fonográfica: “Thriller” de Michael Jackson, e “We Are The World”, que contou com a participação dos maiores astros da época.

Durante as minhas “navegações” pelo Youtube encontrei uma entrevista de Quincy para a CBC, onde ele deu diversas lições profissionais e de vida, as quais são muito compatíveis com a filosofia pregada nas aulas e atividades do Curso de Produção Musical da MkMN.

Confira o vídeo da entrevista na íntegra, e mais abaixo você encontra algumas anotações que acredito que possam ajudar aos novos produtores, principalmente aqueles que estejam buscando sua identidade musical e personalidade como produtor.

Amor (e vida) pela música

Foi a música a grande responsável por tirá-lo da vida do crime na sua adolescência, quando, depois de invadir um edifício, deu de cara com um piano e teve a certeza de que queria aquilo para o resto da sua vida. Além disso ele comenta que teve a música como uma espécie de mãe, já que perdeu sua mãe biológica muito novo.

Ecletismo musical

Ele comenta que quando foi trabalhar com Michael Jackson ele não precisou aprender nada de novo, já que na sua juventude ele conheceu e tocou todo tipo de música, sem preconceitos.

Gêneros musicais

Quincy comenta que odeia a categorização da música em gêneros, pra ele existem dois tipos de música apenas: boa ou ruim.

Proatividade (e fazer mais do que se espera)

Ele recomenda que você sempre dê o melhor de si em tudo que estiver envolvido, e ofereça o dobro do que esperam da sua performance. Inclusive ele comenta que, na época que fazia bicos como engraxate, sobre como caprichava com seus clientes, querendo sempre oferecer um serviço melhor que seus concorrentes, e sempre tinha seus clientes voltando para engraxar seus sapatos com ele.

Altos e baixos (e os erros)

Ray Charles certa vez comentou com ele que na carreira musical sempre existem altos e baixos, mas é quando você se encontra num momento de falta de sucesso que você descobre quem é você de verdade. Ele complementa dizendo errar é a melhor coisa que você pode fazer, é uma das coisas que te faz crescer (não dá pra tirar 10 sem ter tirado zero antes).

Sinergia para colaborações

Ele diz que o segredo do sucesso para trabalhar com outras pessoas, assim como ele trabalhou com Ray Charles, é apenas um: ter interesses em comum. Segundo ele é o que mantém as pessoas trabalhando juntas.

Ter medo não ajuda em nada

Quincy diz que não tem medo de nada (com exceção de dirigir carros) pois acredita que o medo não ajuda em nada, inclusive te faz render-se e não seguir em frente, te faz aceitar o que é negativo. 

Intuição

Ao ser perguntado sobre o segredo da alquimia que rolou sessão de gravação de “Thriller”, com Michael Jackson, ele comenta que o segredo é a intuição, inclusive comenta que se uma pessoa diz que determinado disco vai vender 1 milhão de cópias, ela está mentindo. Ele diz que simplesmente seguiu seus instintos e fez a música que ele acreditava.

Desastre

Quincy comenta que a pior coisa que existe é alguém mandar o produtor criar algo com a intenção de agradar público X, Y e Z, e no final não agradar ninguém, nem a ele mesmo.

Fórmula do Sucesso

Ele é categórico sobre uma possível “fórmula” do seu trabalho: crie algo que você ama, e tenha a certeza que te dê arrepios (“goosebumps” em inglês), não importa se as pessoas em volta não sintam o mesmo, apenas mantenha-se honesto consigo mesmo.

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Mais informações sobre Quincy Jones: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quincy_Jones

Alguma das lições de Quincy te chamou atenção? Deixe um comentário.

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Felippe Senne

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