Como divulgar suas músicas (de graça) no maior site de música eletrônica do Brasil

Este post vai tocar em dois assuntos recorrentes no mercado da música eletrônica: de um lado os artistas que reclamam que é muito difícil (ou caro) ter espaço na mídia especializada para ter suas músicas divulgadas para o grande público.

E, do outro lado, os mais variados profissionais do mercado (managers, promoters, gravadoras, jornalistas, agentes, etc) que reclamam da enorme dificuldade para encontrar artistas com personalidade para trabalhar junto.

Pensando na dificuldade dos artistas, resolvi perguntar pro Luckas Wagg, editor-chefe da Phouse, atualmente a maior revista de emusic do Brasil, sobre qual seria o “caminho das pedras” para conseguir ter suas tracks publicadas e promovidas (grátis!) num grande site, como o da Phouse.

Inclusive em agosto de 2015 a Phouse atinguiu mais 400.000 acessos mensais, batendo o número de acessos de grandes veículos como o site da MTV Brasil, que no mesmo período teve 370.000 acessos (dados do site de auditoria SimilarWeb).

Fiz a seguinte pergunta durante um dos Phouse Hangouts que rolaram:

“Na sua posição de imprensa especializada, quais são os pontos que te chamam a atenção em um novo artista quando você recebe um press release ou o material do mesmo? E em relação a buscar de novos artistas para publicar matérias na Phouse, o que você está buscando no momento?”

E a resposta para conseguir espaço num site com mais de 400.000 acessos mensais foi ao mesmo tempo simples e complexa para quem está na posição do artista, confira no vídeo:

Isso cai na segunda questão levantada no início do post, e que vem sendo a tônica nas rodas de conversa, palestras, conferências e matérias em sites especializados: a enorme carência de artistas eletrônicos com forte identidade musical própria.

Recentemente foi escrito um post no blog do serviço LANDR, onde foram citadas as opiniões de diversos artistas sobre quais são os seus segredos do sucesso, e duas respostas me chamaram a atenção e tem  a ver com que já foi dito no momento no post, as quais vou traduzir livremente:

“… então, para mim é apenas ter a disciplina e a confiança em quem eu sou. Se eu vou a um estúdio, e encontro a minha verdade daquele instante, existe um número de pessoas no mundo que vão se identificar com o que eu estou falando, e vão comprar o meu trabalho. Não porque é a novidade do momento, mas porque é uma emoção genuína. É como eu me sinto.”
– Jay Z

“Quando eu faço música a prioridade numero um é que eu me sinta bem, e só depois desafiar os ouvintes.”
– Grimes

Já tinha feito outros posts sobre esse assunto aqui no site, inclusive é algo que é sempre debatido nos Masterminds com os alunos do Curso de Produção Musical da MkMN, e uma conclusão é o fato de que você limitar seu material a apenas fazer cópias exatas do que já está sendo feito por aí (ex: copiar o som do Alok, do Vintage Culture, etc) pode até te tirar do anonimato no curtíssimo prazo, porém, no médio e longo prazo, esse tipo de atividade não te garante voos muito altos.

A intenção desse post não foi propor uma solução para a busca dessa identidade artística própria, mas sim de expor que o mercado está extremamente carente de artistas com forte identidade própria, ou seja, carente de ídolos e personalidades que compensem todo o investimento necessário para potencializá-los.

Portanto, a conclusão final que chego é a seguinte: fazer o tipo de som que você ama e acredita, independente se parece ou não com o que já está rolando por aí, pode ser o grande “pulo do gato” para você ter mais espaço nos principais veículos especializados do setor, e aumentar as possibilidades de uma carreira de mais sucesso no médio ou longo prazo. 🙂

Você concorda ou discorda sobre que foi escrito e dito no post? Deixe seu comentário.

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Felippe Senne

www.makemusicnow.com.br