Clipar canais, plugins e master buss: isso realmente é um problema?

A imagem do post é um “meme” bem conhecido no mundo dos produtores de música eletrônica: mostra vários canais de um suposto projeto “clipando” fora de controle. Mas, será que nos dias de hoje, em que os DAWs operam internamente com o bit depth de 32-bit floating point, isso realmente é um problema?

Assista ao vídeo abaixo, onde mostro um experimento que pode fazer você repensar sua opinião se os famosos “vermelhos” internos são realmente um problema, e se realmente o fato de clipar um plugin adiciona algum tipo de distorção ao áudio:

Então, já que os “vermelhinhos” internos não são realmente um problema, você vai sair clipando todos os canais e seu canal master sem limites? NÃO!

Uma das tarefas principais de toda mixagem é buscar um bom equilíbrio entre os elementos da música, transmitindo ao ouvinte a “mensagem” que o artista quer da sua música da melhor forma possível, e não é aumentando o volume de todos os canais até o infinito que vamos conseguir esse equilíbrio.

Portanto, não importa muito se você está mixando com o volumes internos muito altos ou baixos: o que importa é todo o equilíbrio entre os elementos da sua produção, e também como você vai lidar com os volumes ao somá-los no master buss.

Para mais informações sobre o assunto:
http://www.askaudiomag.com/articles/pro-tools-10-the-benefits-of-32-bit-floating-point-audio
http://en.wikipedia.org/wiki/Audio_bit_depth
https://www.gearslutz.com/board/music-computers/492580-audio-clipping-32-bit-floating-point-processing.html

Você já conhecia essa particularidade do áudio em 32-bit floating point? Deixe um comentário.

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Felippe Senne

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